Sem título, sem porquê... e com motivo.
Por que falho inutilmente
em expressar, com frases e versos
a sensação que nasce em mim
a cada vez que te vejo?
Parece até que, fatalmente,
como se num mar de letargia imersos,
lápis e papel permanecessem assim,
e de escrever, ficasse o ansejo.
Só há uma lógica para compreender,
o fato de não conseguir te dizer
nem que seja num versinho,
o que com todas as forças tento.
Já passa a hora de entender
que é triste demais prender,
tal qual fosse um passarinho,
em letras e palavras meu sentimento.
Queria escrever hoje. A musa não me sussurrou nada. Coloquei esse, mesmo.
Esses versos me são tristes, porque os escrevi de peito aberto - tarde demais. Aliás, tudo eu faço tarde demais. Ou quase tudo. Enfim, me lembrei destes, e tirei eles da caixa. Acho que nunca tinha feito isso, mas tem uma primeira vez pra tudo, e eu ando fazendo várias coisas pela primeira vez. Como resgatar poemas da caixa de rejeitos. Como declamá-los para alguém. Como escrever e entregar, ao invés de guardar, ou publicar nessa tela preta.
Enfim, sou um organismo em mutação. Inovar é preciso.
A propósito, isso não vai virar rotina. Foi só por falta de inspiração.
em expressar, com frases e versos
a sensação que nasce em mim
a cada vez que te vejo?
Parece até que, fatalmente,
como se num mar de letargia imersos,
lápis e papel permanecessem assim,
e de escrever, ficasse o ansejo.
Só há uma lógica para compreender,
o fato de não conseguir te dizer
nem que seja num versinho,
o que com todas as forças tento.
Já passa a hora de entender
que é triste demais prender,
tal qual fosse um passarinho,
em letras e palavras meu sentimento.
Queria escrever hoje. A musa não me sussurrou nada. Coloquei esse, mesmo.
Esses versos me são tristes, porque os escrevi de peito aberto - tarde demais. Aliás, tudo eu faço tarde demais. Ou quase tudo. Enfim, me lembrei destes, e tirei eles da caixa. Acho que nunca tinha feito isso, mas tem uma primeira vez pra tudo, e eu ando fazendo várias coisas pela primeira vez. Como resgatar poemas da caixa de rejeitos. Como declamá-los para alguém. Como escrever e entregar, ao invés de guardar, ou publicar nessa tela preta.
Enfim, sou um organismo em mutação. Inovar é preciso.
A propósito, isso não vai virar rotina. Foi só por falta de inspiração.


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