Tuesday, June 28, 2005

Voltas e voltas sem falar nada. A noite me deixa melancólico e resoluto.

Problemas. Em breve resolverei. É tudo o que tenho a dizer. Dessa não passa. Outra hora falo disso.

Buenas, BioCel, matei metade da aula da manhã, tá um porre aquilo e eu não entendo nada. A prática é legal, e interessanta, mas a teórica... não dá sem estudar, e definitivamente não faço isso. Não me conheço mais. Tô desesperado tentando aprender Química pra Biólogos, não tá indo muito bem, to com problemas em Campo da Docência, e algo me martelando a cabeça mais uma vez. Se tudo acontecer como eu espero que aconteça, não vou mais ter esse problema. Espero. Tô sendo enigmático, falando em rodeios e tudo o mais, mas sempre falo disso assim. Falo e não digo nada. Depois que passar eu conto.

É isso, por hoje. Beijo pra minha mãe, que eu amo de coração, e juro que nunca senti tanto a tua falta como to sentindo nesses últimos dias, preciso tanto deitar a cabeça no teu colo e conversar por horas a fio como nós fazíamos. Meu peito dói de saudade quando eu penso em ti, e se eu conseguisse chorar de saudade, acho que seria mais ácil, mas não sei por que, nos últimos tempos, nem chorar não sei mais.

Beijo pra Tani, não fica triste, apesar de eu não saber o que tá passando contigo, saiba que meu ombro tá aqui pra quando tu precisar. Beijão pra Lili, que como digo e repito, ainda é capaz de me fazer sorrir e dar risada, como me provaste mais uma vez hoje, tu não sabe o quanto eu te adoro. Abraço pra gurizada que tá ae, tem que rolar a festinha do chapéu, huh?

Pra quem eu porventura tenha esquecido, me desculpe, mas hoje minha cabeça tá cheia de minhoca e de compostos metálicos complexos. Sintam-se lembrados.

Monday, June 27, 2005

Manhã

Segunda de manhã. O sono se foi e daqui a pouco tem aula.
Buenas, domingo, trabalho de Zoologia quase terminado. Meu tio voltou pra casa, então o Adolph fica mais vazio de novo.

Enfim fui ver a Lili no templo (eu falei que ia pôr teu nome), e foi muito, muito lindo! É muito agradável se sentir em paz lá. Não sei quanto ao Hélio, mas eu pretendo voltar mais vezes, porque gostei muito. Seria bom ter ficado até o fim, mas tinha que sofrer Cálculo pela noite adentro ainda.

Tani veio estudar com a gente, tá aí dormindo, daqui a pouco acordo ela. Tá acabando o semestre, com o início das provas. Enfim, férias! Mesmo o curso sendo legal (sim, apesar de tudo, gostei do primeiro semestre), cansa. Pra caralho.

Acho que é isso, nada profundo pra falar, nenhuma crise de consciência. Vou-me agora que a água do café já tá fervendo! Abraços a todos!

Sunday, June 26, 2005


Pessoal l� no DAIB. Figura (de amarelo), Igor, eu, e a Didica na frente. E no fundo o Douglas garantindo a faxina... Posted by Hello

Minha caverna...

Buenas, fiquei um mês sem escrever, mas definitivamente reoslvi reativar este espaço, porque ele me fez falta. Na verdade, isso me serviu como um refúgio, e talvez por isso vocês sempre leram coisas pessimistas. Não que minha vida seja uma merda, muito pelo contrário. Mas é que sempre que tinha algo martelando a minha cabeça, eu vinha aqui, escrevi tudo e deixava por aqui, como se este lugar fosse uma caverna escura onde eu pudesse tirar da minha cabeça cada pensamento triste, e deixar ali pra que desaparecesse.

Só que fiquei sem tempo pra escrever, e não tive nada de tão depressivo na minha vida nesse meio tempo, pra que eu precisasse desesperadamente comentar. Na verdade, a última vez que eacrevi foi no dia da frustrada festa de aniversário do Monchito. Desde então, rolou a festa de aniversário do Hélio, no fim daquela semana (os velhinhos do prédio devem odiar a gente), comecei a trabalhar no laboratório de Paleontologia de Vertebrados lá da UFRGS (e um sonho de criança começou a se tornar realidade), tive saudade de casa, pensei em desistir de tudo e voltar pra minha terra, bebi com meus amigos, ri com eles, recebi a visita da minha família, falei bobagens, sofri por bobagens, escrevi
poemas, comecei um romance, li um livro, enfim. Vivi. Minha vidinha de sempre.

Mas hoje descobri algo que me entrisateceu um pouco, e reoslvi escrever aqui. Na verdade tinha passado 20 minutos escrevendo sobre isso de tarde, e sem querer apaguei tudo. Acho que teve um motivo por trás desse acaso, que não foi força minha. Afinal, era tão bobo que nem vale a pena mais escrever. Um ato desesperado de quem não pensa no que faz. Por sorte tinha um monte de trabalho pra distrair a cabeça. Pensei um pouco e vi que o que descobri aconteceu por culpa minha, e portanto ainda tenho que mudar meu jeito de ser, ou vou passar por muitas dessas ainda.

Não importa. Não vai adiantar nada ficar fazendo voltas aqui e escrever algo sem sentido. O fato é que vou tentar manter isso melhor atualizado, afinal escrever me faz sentir melhor. E tentar escrever coisas menos deprimentes.

A propósito, se tem uma coisa que aprendi nesse meio tempo, sem escrever, é o quanto são importantes pra mim meus amigos, cada uma dessas pessoas maravilhosas que conheci na faculdade. Vocês têm um grande mérito por eu estar aquei e não ter sucumbido às saudades de casa, e devo muito a vocês por isso. Se um dia descobrirem um modo à altura de eu lhes retribuir, contem comigo. Abraço a todos vocês, sem exceção.

É isso. Abraço especial pra minha priminha Marília, que me deu uma força tremenda hoje, e nem deve ter se dado conta, pra Paulinha, que me ouviu falar tanta coisa hoje e nem me chamou de idiota, e pra Lili, que descobri que sempre lia esse blog e nunca comentava. Beijão pra ti guria, e valeu por ser tão divertida e querida, e por ter o dom de me fazer sorrir, mesmo quando eu to pra baixo! Se isso for só uma fase tua, como tu mesmo disse, espero que nunca mais passe, porque to adorando te ver desse jeito!

Bom é isso. Trabalho de Zoologia pra terminar. Depois vou dormir feliz, porque em menos de doze horas amadureci uns três anos.