Payada da Figueira-Grande
Marco eterno do campo sulino
do Rio Grande, estandarte genuíno.
Tu, que um dia foste organense,
não tens culpa que hoje há quem pense
que teu nome não tem mais valor.
Pouso certo dos dias de calor,
da gaudéria fauna és o parador:
do quero-quero ao bugio-ruivo,
e do graxaim com o seu uivo
és tu, figueira, a moradia.
E quando a manhã se anuncia
no galharedo, a cantoria
da tua orquestra selvagem
acorda, aos poucos, as paragens
deste pampa adormecido.
E eis que o dia recém nascido
é assim bem-recebido
pelos teus filhos, mãe campeira.
E tu, pois, segue altaneira,
sempre pronta a dar parada.
E até mesmo a cuscada
acompanhando a peonada,
a cada vez que tu consolas,
te agradece, e bate cola
em profunda reverência.
Tu que assistes, com paciência
a história fazer-se ciência,
viste muito xirú guapo,
e até deixaste índio farrapo
se valer de tua cortesia.
E nesta cronologia
segues tu, em harmonia.
E continuas a crescer
sem jamais esquecer
que nossos destinos são certos.
Pois o teu é esticar teus galhos cobertos
até morrer de braços abertos,
como fez o Cristo na cruz;
e não mais sorver a luz
do Sol-rei que te ilumina.
Pois que seja minha sina
quando ver que minha vida se termina,
recomeçar com um só lema:
ser como tu, ecossistema.
Ser como tu, figueira-grande.
Bah, que quase não coloco esse. Mas esse blog tá tão meloso que chega até sentar abelha na tela do computador!
Bueno, primeiro poema que eu posto e que não fala (ou insinua) em mulher!
(Até onde eu lembre.)
Pero, não adianta, que poesia bonita mesmo, só quando pra uma moça.
Mas eu vou tentar deixar elas guardadas e escrever algo diferente.
Vai que se desenterra um payador!
Tá, piá, não te emociona.
do Rio Grande, estandarte genuíno.
Tu, que um dia foste organense,
não tens culpa que hoje há quem pense
que teu nome não tem mais valor.
Pouso certo dos dias de calor,
da gaudéria fauna és o parador:
do quero-quero ao bugio-ruivo,
e do graxaim com o seu uivo
és tu, figueira, a moradia.
E quando a manhã se anuncia
no galharedo, a cantoria
da tua orquestra selvagem
acorda, aos poucos, as paragens
deste pampa adormecido.
E eis que o dia recém nascido
é assim bem-recebido
pelos teus filhos, mãe campeira.
E tu, pois, segue altaneira,
sempre pronta a dar parada.
E até mesmo a cuscada
acompanhando a peonada,
a cada vez que tu consolas,
te agradece, e bate cola
em profunda reverência.
Tu que assistes, com paciência
a história fazer-se ciência,
viste muito xirú guapo,
e até deixaste índio farrapo
se valer de tua cortesia.
E nesta cronologia
segues tu, em harmonia.
E continuas a crescer
sem jamais esquecer
que nossos destinos são certos.
Pois o teu é esticar teus galhos cobertos
até morrer de braços abertos,
como fez o Cristo na cruz;
e não mais sorver a luz
do Sol-rei que te ilumina.
Pois que seja minha sina
quando ver que minha vida se termina,
recomeçar com um só lema:
ser como tu, ecossistema.
Ser como tu, figueira-grande.
Bah, que quase não coloco esse. Mas esse blog tá tão meloso que chega até sentar abelha na tela do computador!
Bueno, primeiro poema que eu posto e que não fala (ou insinua) em mulher!
(Até onde eu lembre.)
Pero, não adianta, que poesia bonita mesmo, só quando pra uma moça.
Mas eu vou tentar deixar elas guardadas e escrever algo diferente.
Vai que se desenterra um payador!
Tá, piá, não te emociona.


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