Monday, March 19, 2007

Hoje o céu acordou cinza.
Hoje o chão era molhado.
Hoje o passo era de pressa.
Hoje o vento era gelado.

Mate quente, espanto o sono;
a rotina, aos poucos traço.
Vai minuto, corre a hora,
venta o vento, passa o passo.

Foi a tarde, anoiteceu.
Foi-se o dia que nasceu.
E o tempo continua passando.

E me ocorre só agora,
não importa que chova lá fora.
No meu peito o sol está brilhando.


Começou a semana, e com classe, que só fiquei sabendo que não tinha Herpeto quanto já tava na frente da PUC. Mas não dá nada, que pelo menos daí tenho mais companhia pro mate. Aliás, os dois últimos versos eu compus dentro do ônibus, voltando pra casa há algumas horas. O resto, veio agora a pouquinho.
Que bom que arrumo um tempinho pra pensar em poesia. Mesmo estando atolado de trabalho até o pescoço.

Rimar é um remédio.

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