Monday, March 12, 2007

Viva-voz do ansejo atroz

Sabe que é confuso, o modo que uso
do sentimento.
Eu sempre tento achar um jeito
de mentir pro peito
e seguir austero.

Eu vejo o beijo
e meu ansejo
é querer mais.

Trato o contato
como um fato
dos normais.

E quando eu paro, e reparo
no que fiz,
cravejo o beijo, mato o contato,
e sigo infeliz.


Pero, tudo muda! Eu disse que não conseguia escrever, e apesar de maquinal e sem métrica, até que rima mais ou menos! Já dizia o poeta (eu mesmo, haha) "Minha mente dá voltas; vai volta e se solta; a consciência se revolta..."
E eu no fim das contas, com mil pensamentos, um milhão de sentimentos, e uns dois ou nove versos perdidos em algum dos dois hemisférios do meu célebro (eita), deixo tudo ir embora como se puxasse uma descarga mental, e continuo esse troço seco e oco.
Que eu mesmo criei né?
Tem suas vantagens, mas quando se pára e se repara, bah, que saudade de ser poeta!

Vai que eu ressuscito! Vem vindo a Páscoa aí!

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