Saturday, October 29, 2005

Ambíguo

Nos lisos caracóis de teus loiros cabelos castanhos
ou nos castanhos olhos negros que reluzem quando te vejo sorrir -
Te misturo.

A quem lê e jura que louco escrevo esses versos estranhos,
saiba que falo só o que não quero encobrir.
Ou o que procuro.


Devia lapidar melhor antes de colocar este, mas deixei que ficasse a psicografia de um momento de dúvida. Pelo menos sei que não são meus olhos que me pregam uma peça. Do contrário, é minha cabeça. Não sei se são uma, duas, vinte. Mas são. Um dia desfaço essa nuvem que tapa-me a vista e descubro o que tem aqui dentro tentando sair.
Trabalho de métodos me martelando a testa. O de sistemática zoológica também. Sem tempo para ficar aqui. A vida real me chama. Fecho o livro. Amanhã é outro dia.

Wednesday, October 26, 2005

Noctiluca sp.

São pequeninas, singelas reluzem
mas juntas, contudo, conseguem por si fazer
com que a noite, o mar e a lua,
e até a existência, a minha e a tua,
queiram, como elas, unidos viver.

As ondas brilham, imitam estrelas,
a lua, sozinha, parece até esmorecer.
Porém nada é mais bonito,
nem mesmo o céu, lá no infinito,
que a tua presença ao anoitecer.

É como se elas guardassem o brilho dos teus olhos.
É como se elas guardassem o brilho de teu sorriso.
É como se elas se amassem, e por isso brilhassem,
como toda a poesia que por ti eu sinto.


Certo. Ele está voltando ao normal, uns dizem. Outros, afirmam que não, que não tem mais jeito nem cura. Torço pra que tenha. Pra quem acredita, torça comigo.
Quem diria. Algas unicelulares também são poesia...

Wednesday, October 19, 2005

Conclusão

Talvez seja.
Talvez só eu não veja.
Contudo, não há o que decidir,
esperemos o que há por vir.
Hoje, choro, porque ela não me quer
ou me quer e eu que não vejo.

Escrevo isso em um momento de confusão. Deus, são tantos. Minha vida é a confusão. Um dia, talvez, desvencilhe esta teia. Um dia talvez.
Fico por aqui. Mais um verso curto, mais um post sem dizer nada. Beijos para uma pessoa que parece estar tendo suceso em mudar minha cabeça. Tomara.

Turbilhão

Minha cabeça dá voltas,
vai, volta e se solta,
a consciência se revolta
e eu continuo sem entendê-las.

Sério. O Flávio é muito inocente pra esse tipo de coisa. Se vocês querem falar algo pra ele, desenhem, não falem coisas pela metade, que ele se confunde, não entende nada, e pior, fica curioso. Pelo bem dele, não deixem ele perguntando.

Boa noite a todos. Abraços (ou beijos, a quem convier) pra todos que me deixaram intrigado essa noite. Agora desatem os nós, por favor, que senão não durmo. Pra variar.

Tuesday, October 18, 2005

Ela sorriu.

O mundo cai à minha volta
e minha vida não parece mais tão simples assim.
Pouco me importo, contudo.
Ela sorriu para mim.

Hoje durmo um tanto alegre
meus problemas deixo lá fora, meus erros ninguém viu.
O que me vale é o hoje.
E hoje, ela sorriu.

Não sei bem o que isto quer dizer,
mas ela sorriu para mim.
A quilômetros de distância, mas sorriu.


Disse uma vez um grande amigo meu: "Para alguma coisa elas servem - inspiração".
"Sábias palavras", eu disse naquele momento. Mal notara que, apesar de sábias, eram poucas. Sim, servem para inspiração, e movem a caneta que tenho em mãos cada vez que rabisco meus sentimentos no papel. Mas servem para muito mais.
Um dia, saberei bem para quê. Por enquanto, aproveito a divina inspiração que elas (ou seria ela, tão e somente?) me trazem.

Beijos para todas elas. A elas minhas palavras. A elas, brindo esta noite.

Sunday, October 16, 2005

Ontem a noite foi longa... e solitária.

ela me deu um sinal,
ou terá sido só minha imaginação apaixonada?
afagar seus cabelos foi sempre um sonho.

entenderei, afinal,
ou fico quieto assistindo meu coração bater por nada?
a cada frase que digo, me exponho.



lágrimas caem em minha taça de vinho.

Sunday, October 09, 2005

A primavera muda as pessoas...

Eu te vi.
E vendo-te li em teus olhos que eras perfeita,
os lábios de quem a qualquer um deleita,
que seja onde for, quando for, flor, enfeita,
tão bela, tão doce, radiante de luz.

E te ouvi.
E ouvindo-te soube que nunca na vida
haveria no mundo melodia nascida,
e pelos mais exigentes ouvidos ouvida,
que se comparasse ao som da tua voz.

E, por esses e outros motivos que
à noite, com a cabeça no travesseiro,
me desespero.
Por querer-te e saber que querendo e sofrendo,
não consigo dizer-te o quanto te quero.

E passo meus dias em ti pensando,
sentindo no peito a profunda tristeza
que eu retenho.
Por ter a certeza, que mesmo a teu lado e em tua presença,
eu te vejo e te ouço, porém não te tenho.

Ele anda meio estranho, é verdade. Uma explicação apenas. E não é a primavera. Tá bom, tavez também seja. O fato é que o Flávio anda apaixonado, e isso muda as pessoas. A cabeça dele não é mais a mesma, e o pior de tudo é que ele é tão tímido que não consegue falar pra menina tudo o que sente. Daí ele escreve poemas pra ela e guarda tudo na gaveta do criado mudo. Sim, mesmo sabendo que deveria enviar pra ela.
Fazer o que? Já foi assim tantas vezes, ele não consegue mudar, por mais que tente. Fica, como em todas as outras vezes um pouco apagado para o mundo, vendo ela passar ao longe. É assim mesmo, ele sofre de amor platônico e sabe disso.
Um dia, talvez ele consiga entender que as coisas não são assim.
Enquanto isso, escreve palavras doces e sonha com ela.

Saturday, October 01, 2005

E cai um titã.

Declaro por meio deste que a invencibilidade minha e do Rodrigo como dupla de truco foi quebrada. O fato ocorreu na sede da ESEF, às 16:37 sendo que a dupla oponente foi o Hélio e a Didica.
Peço desculpas ao parceiro pelo péssimo jogo por mim apresentado, não só hoje como em dias anteriores.

É isso, galera! Sem tempo pra escrever coisas bonitas hoje! Fui-me!