ANÚNCIO
A quem interessar possa, deixo o aviso:
doa-se um coração solitário.
Não é exigente, não toma tempo,
só um olhar, um sorriso solidário,
e mais nenhum outro cuidado muito preciso.
A quem interessar possa, fica o recado:
que junto a este pequeno coração,
há um singelo poeta perdido.
Este sim, precisa de atenção.
Este, com certeza, precisa ser cuidado.
Diabos. Quando deixarei de escrever isso aqui? Quando, por Deus, acordarei do pesadelo que é estar perdido e trancado, escondido atrás de palavras que só insinuam metade do que quero dizer?
Quando romperei o estase que me cerca, me libertarei do torpor, e tomarei coragem para dizer que este coração que derrama-se aqui nesta página negra também ama?
Já foram 19 anos. Será que quem espera 19, espera 20?
Com certeza, a resposta tá aqui dentro. Talvez, escrevendo, ela aflore.
doa-se um coração solitário.
Não é exigente, não toma tempo,
só um olhar, um sorriso solidário,
e mais nenhum outro cuidado muito preciso.
A quem interessar possa, fica o recado:
que junto a este pequeno coração,
há um singelo poeta perdido.
Este sim, precisa de atenção.
Este, com certeza, precisa ser cuidado.
Diabos. Quando deixarei de escrever isso aqui? Quando, por Deus, acordarei do pesadelo que é estar perdido e trancado, escondido atrás de palavras que só insinuam metade do que quero dizer?
Quando romperei o estase que me cerca, me libertarei do torpor, e tomarei coragem para dizer que este coração que derrama-se aqui nesta página negra também ama?
Já foram 19 anos. Será que quem espera 19, espera 20?
Com certeza, a resposta tá aqui dentro. Talvez, escrevendo, ela aflore.

