Wednesday, November 30, 2005

ANÚNCIO

A quem interessar possa, deixo o aviso:
doa-se um coração solitário.
Não é exigente, não toma tempo,
só um olhar, um sorriso solidário,
e mais nenhum outro cuidado muito preciso.

A quem interessar possa, fica o recado:
que junto a este pequeno coração,
há um singelo poeta perdido.
Este sim, precisa de atenção.
Este, com certeza, precisa ser cuidado.


Diabos. Quando deixarei de escrever isso aqui? Quando, por Deus, acordarei do pesadelo que é estar perdido e trancado, escondido atrás de palavras que só insinuam metade do que quero dizer?
Quando romperei o estase que me cerca, me libertarei do torpor, e tomarei coragem para dizer que este coração que derrama-se aqui nesta página negra também ama?
Já foram 19 anos. Será que quem espera 19, espera 20?
Com certeza, a resposta tá aqui dentro. Talvez, escrevendo, ela aflore.

Friday, November 25, 2005

Eu, poeta.

Por vezes, até o poeta prefere não chorar.
Tal qual as lágrimas, a inspiração vai-se embora
e as palavras, pilares de um sentimento inabalável
- jogadas fora -
fazem até mesmo a musa se apagar.

Por vezes, até o poesta sonha em desabafar.
Sem rimas ávidas, só com a frase que aflora
testemunha de um coração cansado, irreparrável
aquele que outrora
jurava que fosse fácil amar.

Por vezes, até mesmo o poeta cansa de se torturar.
De viver atrás de palavras escondido.
De vagar solitário
- perdido -
esperando, obediente, a tristeza passar.

Wednesday, November 02, 2005

...

Hoje não tem poema. To deprimido, porque descobri que sou um idiota. E que minha timidez não tem limites. Amanhã, talvez escreva algo.

Tuesday, November 01, 2005

Borboletas

Lembro-me agora das borboletas
facetas do esplendor primaveril
um juvenil sopro de natureza
uma beleza que só em ti encontra um par.

São livres elas com sua valsa
e uma falsa aparência de solidão,
da sofridão de tuda sua inocência
e sua impaciência em bater asas pelo ar.

Voam pelos ares em sua eterna dança
que lança no espaço todas suas cores
e as flores, que ali as assistem admiradas,
são comparadas a mim, impotento vendo-te passar.

São apenas borboletas. Ficam os versos. Vão-se os comentários. Nada a confessar hoje. Primeiro preciso entender os fatos.

E vindo de mim, isso demora um monte.