Um buraco no peito. Uma lágima nos olhos. Uma caneta nas mãos.
Talvez se às vezes o poeta se calasse
e se contentasse em apenas sua musa cantar
às vezes até o mundo mais fácil se tornasse
e fosse embora essa ânsia por amar.
Seria tão mais simples se eu nunca mais tentasse
e não me abrisse, para não me machucar.
Talvez até o mundo mais fácil se tornasse,
se o poeta se contentasse em apenas sua musa cantar.
E é provável que com estrelas o teu nome eu escrevesse
e mesmo assim faltasse algo para completar.
Talvez se às vezes o poeta se calasse,
fosse embora essa ânsia por amar.
Como dói no peito um coração partido
Como dói no peito contemplar o teu olhar
Como dói no peito um orgulho ferido
e a falta de ânimo para erguer a face e lutar.
Resta-me apenas manter a caneta erguida
e aguentar a tristeza implacável que me açoita,
enquanto contenho, cansado, as lágrimas afoitas,
que neste rosto insistem em rolar.
Ficam aqui os versos deste coração desesperado
- desamparado -
despedaçado por cometer o erro de se apaixonar.
Talvez se às vezes o poeta se calasse
e se contentasse em apenas sua musa cantar
às vezes até o mundo mais fácil se tornasse
e fosse embora essa ânsia por amar.
Por Deus, eu tinha me prometido nunca mais passar por isso. Grande idiota. É como se fosse uma doença, um vício, uma vontade de pôr a cara a tapa, sabendo que vai-se levar. Disseram-me "a tentativa é de graça". O sofrimento, este é muito mais. E é a pura verdade. Pois bem, amargo então este momento, mais uma vez. Uma vez eu reclamei que minha vida era muito inconstante. Irônico. O destino decide me mostrar logo desse jeito que é tudo sempre imutável. Pelo menos comigo. Assim seja então. Aprender, mesmo que seja do jeito difícil, é sempre construtivo. Esperarei as feridas fecharem - se é que fecham - dentro da minha concha. Enquanto me contento em apenas minha musa cantar. Amar não é o sentimento de um poeta.
e se contentasse em apenas sua musa cantar
às vezes até o mundo mais fácil se tornasse
e fosse embora essa ânsia por amar.
Seria tão mais simples se eu nunca mais tentasse
e não me abrisse, para não me machucar.
Talvez até o mundo mais fácil se tornasse,
se o poeta se contentasse em apenas sua musa cantar.
E é provável que com estrelas o teu nome eu escrevesse
e mesmo assim faltasse algo para completar.
Talvez se às vezes o poeta se calasse,
fosse embora essa ânsia por amar.
Como dói no peito um coração partido
Como dói no peito contemplar o teu olhar
Como dói no peito um orgulho ferido
e a falta de ânimo para erguer a face e lutar.
Resta-me apenas manter a caneta erguida
e aguentar a tristeza implacável que me açoita,
enquanto contenho, cansado, as lágrimas afoitas,
que neste rosto insistem em rolar.
Ficam aqui os versos deste coração desesperado
- desamparado -
despedaçado por cometer o erro de se apaixonar.
Talvez se às vezes o poeta se calasse
e se contentasse em apenas sua musa cantar
às vezes até o mundo mais fácil se tornasse
e fosse embora essa ânsia por amar.
Por Deus, eu tinha me prometido nunca mais passar por isso. Grande idiota. É como se fosse uma doença, um vício, uma vontade de pôr a cara a tapa, sabendo que vai-se levar. Disseram-me "a tentativa é de graça". O sofrimento, este é muito mais. E é a pura verdade. Pois bem, amargo então este momento, mais uma vez. Uma vez eu reclamei que minha vida era muito inconstante. Irônico. O destino decide me mostrar logo desse jeito que é tudo sempre imutável. Pelo menos comigo. Assim seja então. Aprender, mesmo que seja do jeito difícil, é sempre construtivo. Esperarei as feridas fecharem - se é que fecham - dentro da minha concha. Enquanto me contento em apenas minha musa cantar. Amar não é o sentimento de um poeta.

