Tuesday, September 05, 2006

Porque coisas boas acontecem sem a gente esperar por elas.

Esse vento que me leva,
esse vento que me embala
Que seja esse vento
a mão que te acaricia
enquanto não posso tocá-la;
E a voz que te sussurra,
enquanto a minha voz se cala.

E as estrelas que me guiam,
essas estrelas, em sua saga
Que sejam essas estrelas
o abraço que te encontra
enquanto o meu não te afaga;
E o olhar que te contempla,
enquanto o meu olhar se apaga.

Esse sol que me acorda,
esse sol que me recebe
Que seja esse sol
o coração que por ti bate
enquanto o meu sozinho segue;
E a saudade que me assola,
e que apenas ele, tão só, percebe.


Ninguém espera pelo vento.
Nem pelo sol, nem pelas estrelas.
Ninguém espera por certezas,
sejam feias, sejam belas.
Não espero por coisas boas.
Porque coisas boas acontecem
sem a gente esperar por elas.




Dois eu entreguei. Esse é um deles. O outro, eu postei há alguns bons meses.
Eu que sempre reclamava da falta de rotina, da inconstância, descobri que o inesperado existe. Porque coisas boas acontecem sem a gente esperar por elas. Frasezinha essa, que me veio no mesmo dia (ou melhor, noite) e nunca mais me saiu da cabeça. Enfeitei ela com um poema, e entreguei. E fiquei feliz com o resultado.
Isso foi há um mês e meio, mais ou menos. Pena que acabou. Foi bom, e foi bonito. Mas foi efêmero.
Ficou o poema, e esse eu leio com alegria. Na verdade, dá uma pontada de saudades ao ler, mas é uma questão de botar tudo na balança e saber pesar direitinho, e seguir, passo a passo.
E não ficar se remoendo e esperando acontecer de novo.
Porque coisas boas acontecem sem a gente esperar por elas.