Thursday, March 29, 2007

Tão e somente.

Ela me olha diferente,
e é só ela que me olha assim.
E ela me deixa contente.
É como se meu peito crescesse,
e um balão se enchesse
aqui dentro de mim.
Não é de sempre, não é de agora,
nem sei quando descobri.
Mas como é bom, a cada hora
em que a vejo, e ela sorri.

É assim, pura e simplesmente;
talvez seja a minha mente
- ou uma mera ilusão crescente -
Mas é bom como um presente,
o jeito como ela me olha.


Aquele jeito diferente.


Cristo, que cidade quente! Bah, dá pra andar pelado na rua, mas mesmo assim, com esse calor não há quem agüente!
Bueno, nada de profundo pra dizer, to cheio de trabalho na cabeça, e aquela aula de Ecopop hoje me fez um estrago na mente.

Sunday, March 25, 2007

Coração teu

















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A saudade no meu peito
a cada noite em que me deito
atrapalha meu dormir.
Sinto falta do teu jeito
e se minha insônia aceito,
é pra poder pensar em ti.
Se eu tivesse a capacidade
de transformar minha saudade
em pés de rosa e de jasmim,
teria uma preciosidade.
Para toda eternidade,
tu serias meu jardim.
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E eu seria o mais dedicado jardineiro. Bah, que acordei até meio jururu. Já dizia o grande Jayme "tudo o que é bom se termina".
Como pode algo tão pequeno fazer um falta tão grande, tchê?
Bons foram os momentos. Boas são as lembranças.
Te amo pra sempre.

Die Zweifel

Ah, essa dúvida
que me assola;
me descontrola;
e me faz perder o rumo.
Se meus atos assumo,
arrisco perder.
Se meus atos escondo,
posso nunca saber.
Por isso sou mais um que duvida.
Ah, quão doce seria a vida,
se nos bastasse apenas querer!


Gottseidank, tive um fim de semana aproveitável. Devo ter passado mais tempo dormindo que acordado, mas dormir é necessário. Até porque, cansou desfazer a trincheira que era meu quarto!
Nada de interessante. Estudei Bioquímica um pedaço da tarde de hoje, e tomei um café (quente, uma vez na vida). E toquei violão. Muito violão. O coitado do Hélio não deve agüentar mais me ouvir cantando!

Azar o dele, aliás.

Friday, March 23, 2007

Me faz bem

Me faz bem,
e todo dia eu acordo renovado.
Não reclamo das coisas do passado e,
-de fato-
deixo todas pra mais além.

Me faz bem
ver um sorriso no teu rosto.
E na verdade, dá tanto gosto, que,
-sem mentira-
chego até a sorrir também.

Me faz bem,
e eu à noite durmo mais tranqüilo.
E se o vento sopra, quero ouvi-lo,
-e entendê-lo-
como se falasse com alguém.


Me faz não, me fazes
- que o mérito é todo teu -



E vamo conjugá dereito, indiada!
No meio da aula de bioquímica, com a cabeça zunindo de sono, o pescoço ainda reclamando daquela mesa de sinuca, e a marvada correndo solta nas veias, entre um mate e outro (e umas enzimas que eu não lembro mais o nome), escrivinhei uns versinhos.
Como ontem não entrei aqui, vão hoje, enquanto eu, de fato, deveria estar dormindo.

Minha cabeça tá dando voltas (e não é de cachaça), e eu to achando isso o máximo. Lá vem revolução de novo, que eu to sentindo. Vamos ver no que eu me torno dessa vez. Que tá até meio monótono esse lance de carpe diem. Perder as estribeiras não eras, que o fígado reclama, o trabalho reclama, a chefe reclama, o bolso reclama, e no fim das contas a gente acaba tomando certas atitudes e machucando quem não merece (enquanto quem merece uns planchaços fica aí no costado, numa boa).

Aliás, azar. Hoje eu acordei feliz da vida, e meu dia foi muito bem aproveitado. Ecovegetal, não vi, mas joguei bastante truco e matei a saudade de preparar fósseis. E pra coroar, voltei de 375, relembrando os bons tempos do primeiro semestre, falando bobagem.
Só esse Cavanhas que não me caiu muy bien.
Pero que, las hay, las hay. E amanhã cedo tem aula. Tomar um mate em alemão e dar umas boas risadas.

Tuesday, March 20, 2007

Ode à Preguiça

Parece até transmutação,
mas a vontade de ficar na cama,
de chutar longe o despertador que chama,
virou vontade e fez-se ação.
-Mas a verdade é-
que bem melhor que estar correndo
é pensar na vida enquanto segue chovendo;
e deixar a obrigação pra outra hora
ou praquele povo que se amontoa lá fora.


E é verdade, que ando preguiçoso mesmo. Movido a café e chimarrão! Pelo menos a gente se diverte, e se divertindo, o resto fica levinho, levinho.
Bueno, sem tempo nem vontade de escrever muito aqui. Só deixo isso, porque tão voltando a me ocorrer umas rimas, pobrezinhas, mas rimas. E eu me sinto bem fazendo isso.
(Mesmo que só eu leia depois, haha).

Monday, March 19, 2007

Hoje o céu acordou cinza.
Hoje o chão era molhado.
Hoje o passo era de pressa.
Hoje o vento era gelado.

Mate quente, espanto o sono;
a rotina, aos poucos traço.
Vai minuto, corre a hora,
venta o vento, passa o passo.

Foi a tarde, anoiteceu.
Foi-se o dia que nasceu.
E o tempo continua passando.

E me ocorre só agora,
não importa que chova lá fora.
No meu peito o sol está brilhando.


Começou a semana, e com classe, que só fiquei sabendo que não tinha Herpeto quanto já tava na frente da PUC. Mas não dá nada, que pelo menos daí tenho mais companhia pro mate. Aliás, os dois últimos versos eu compus dentro do ônibus, voltando pra casa há algumas horas. O resto, veio agora a pouquinho.
Que bom que arrumo um tempinho pra pensar em poesia. Mesmo estando atolado de trabalho até o pescoço.

Rimar é um remédio.

Sunday, March 18, 2007

Mas só chove e choveee!!!

deixa aberta
a tua porta
hoje o mundo não importa
vem cá e me arranha
manha não presta
hoje o que resta
é com nós dois

esse teu jogo
de gato-e-rato
fugindo das vias-de-fato
é que me atiça
me eriça o pêlo
puxa o cabelo
deixa o depois

-não fecha a porta-
-vem cá e me arranha-

larga de manha
e vem me amar




Bah! Acamapamento debaixo d'água, hora-e-meia de ômbidus, calo nos dedos, cachaça de barriga vazia, tênis molhado, meia molhada, calça molhada, barraca molhada, colchão murcho...



-mosquito, mosquito, mosquito-

*PÁ!*

-mosquito, mosquito-

*PÁ!*

- mosquito-



Amo o mato, de coração! E DEUZULIVRE!
Que não adianta, a eletricidade é uma bênção, mas nada se comapra à luz da Bella Luna - mesmo que eu não tenha visto nem uma réstia, com toda aquela chuva.

E pra quem não foi, fazendo minhas as palavres do sábio Engelke, o Chapado:

SE FUDEU, PREIBÓI!

E pra galera do Expresso Lami, a homenagem:


Essa noite eu tive um sonho
*Pará-pá-pá*
Tu Julieta, e eu Romeu
*Pará-pá-pá*
Pau na bunda, pau na bunda
*Pará-pá-pá*
Pau na unda que quem leu!

*Parapapa, papá, parapapa, papá*

E me vou, que já tinha até desligado o computador.

Monday, March 12, 2007

Viva-voz do ansejo atroz

Sabe que é confuso, o modo que uso
do sentimento.
Eu sempre tento achar um jeito
de mentir pro peito
e seguir austero.

Eu vejo o beijo
e meu ansejo
é querer mais.

Trato o contato
como um fato
dos normais.

E quando eu paro, e reparo
no que fiz,
cravejo o beijo, mato o contato,
e sigo infeliz.


Pero, tudo muda! Eu disse que não conseguia escrever, e apesar de maquinal e sem métrica, até que rima mais ou menos! Já dizia o poeta (eu mesmo, haha) "Minha mente dá voltas; vai volta e se solta; a consciência se revolta..."
E eu no fim das contas, com mil pensamentos, um milhão de sentimentos, e uns dois ou nove versos perdidos em algum dos dois hemisférios do meu célebro (eita), deixo tudo ir embora como se puxasse uma descarga mental, e continuo esse troço seco e oco.
Que eu mesmo criei né?
Tem suas vantagens, mas quando se pára e se repara, bah, que saudade de ser poeta!

Vai que eu ressuscito! Vem vindo a Páscoa aí!